Julio Plaza e o livro de artista

Julio Plaza (1982) distingue o livro do livro de artista, e o autor de textos do artista de livros. Ele endossa a tese de Carrión (1975, p. 4), bastante geral, para quem o livro é “uma sequência espaço-temporal identificada pelo nome ‘livro'”.

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Para Plaza, o livro é “uma sequência de momentos”, um “volume no espaço, uma sequência de espaços (planos) em que cada um é percebido como um momento diferente” (Plaza, 1982), enquanto o livro de artista “é criado como um objeto de design, visto que o autor se preocupa tanto com o ‘conteúdo’ quanto com a forma e faz desta uma forma-significante” (Plaza, 1982). Plaza sugere que o autor de livros é um autor de textos e tem uma atitude passiva em relação ao livro, e que o artista de livros tem uma atitude ativa, já que ele é responsável pelo processo de produção. 

Ana Luiza Fernandes & João Queiroz

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