o ícone é um rema

Pode-se caracterizar assim o ícone: qualquer signo (S) de um objeto (O) que representa, através de uma propriedade intrínseca de S, ou que pertence a S, como relacionado ao material, a estrutura, ou as propriedades percebidas como pertencentes a S, é um ícone de O, e só pode ser interpretado como ícone de O. Mais tecnicamente falando, ele é também um rema. Uma qualidade análoga não pode ser interpretada como um evento co-incidente, um índice de O, ou como uma convenção relacionada a O.

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Assim funciona o ícone: ele não pode se relacionar com seu objeto senão por uma propriedade que possui — superficial, estrutural, ou através de um efeito interpretativo produzido pelo signo. Este último aspecto merece uma descrição mais cuidadosa. Se dois efeitos interpretativos específicos podem ser comparados por analogia, então observamos uma metáfora, que é uma classe de hipoícone. Notem que, neste caso, são análogos os efeitos interpretativos.

Assim funciona o ícone: se um signo é ícone de algo, para um intérprete, uma propriedade qualitativa dele é usada para representar seu objeto, e seu efeito deve ser uma possibilidade interpretativa. Os signos possuem muitas propriedades, mas são aquelas que o intérprete “entende”, ou interpreta, como capazes de representar o objeto por similaridade que transformam o signo em um ícone do objeto.

João Queiroz

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