Fotolivro como montagem

Na última semana, Ana Paula Vitório, defendeu a tese de doutorado (Fotolivro como montagem – Fenômenos de justaposição eisensteiniana) na PUC-RJ, sob orientação de Fred Coelho e João Queiroz. A ideia central da tese é que a teoria da montagem do cineasta russo Serguei Eisenstein funciona como um princípio geral de organização, através do qual fotolivros são elaborados. A teoria de Eisenstein prevê cinco modalidades de montagem: métrica, rítmica, tonal, atonal e intelectual.

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amazonia

Como técnicas, protocolos ou métodos, eles se misturam em diferentes gradações nos exemplos analisados, que são quatro fotolivros brasileiros — Viagem pelo Fantástico, de Boris Kossoy (1971); Amazônia, de Claudia Andujar & George Love (1978); São Paulo Anotações, de George Love (1982); e Silent Book, de Miguel Rio Branco (1997).

Um desenvolvimento das ideias exploradas na tese sugere que tais técnicas podem funcionar como tecnologias ou artefatos, como “próteses cognitivas”, e da criatividade.

O grupo (IRG) tem desenvolvido estas ideias em diversos trabalhos (1, 2, 3).

Outras publicações de Ana Paula Vitório, incluem: Iconic processes and intermediality in the photobooks Silent Book and Sí por Cuba. Semiose e intermidialidade nos fotolivros Silent Book e Si por Cuba  Quarenta Clics em Curitiba: Os haicais intermidiáticos de Leminski e Pires

 

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